A BELA E O MONSTRO

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Uma ode aos nostálgicos dos filmes da Disney, A Bela e o Monstro é o melhor live-action até agora realizado pela Disney (anteriores: Alice no País das Maravilhas, Maléfica, Cinderela, O Livro da Selva). Trata-se de um recontar da mesma história muito conhecida e elogiada, de 1991, com as cenas praticamente transferidas de animação para a realidade cinemática detalhe por detalhe. Mantiveram inclusive as músicas, quer na versão dobrada, quer na versão legendada, o que, confesso, deixou-me a acompanhar as canções no cinema e a levar com alguns olhares de lado.


Mas observando além de tudo o que era evidentemente idêntico, temos algumas cenas e pontos na história que foram alterados e acrescentados, dando um novo sentido e alguma lógica que falta na história original da Disney (e que vendo agora em "adulta" dou conta). A grande mudança e a mais comentada é a mudança (ou talvez não) das preferências românticas de LeFou, mas a verdade é que a personagem em nada mudou de um para o outro filme. Se não tivessem confirmado nada, teria chegado a essa conclusão sozinha, porém o personagem está muito fiel ao seu homónimo, o que me leva a crer que não seria de espantar que o primeiro também fosse na realidade apaixonado por Gaston. A outra grande mudança prende-se com Belle: no filme, além de obcecada com livros, é também inventora, muito mais perspicaz em relação às opiniões que os aldeões têm dela, muito mais independente e determinada. Já Gaston está tal qual a história animada - um bruto, narcisista e sem escrúpulos, sem qualquer sentido de compaixão ou empatia pelo próximo. Um brilhante papel de Luke Evans.


Nisto tudo, o que mais me deixou contente foi terem explorado muito mais a relação entre Belle e Adam (Disnerd alert). Em vez de resumirem tudo em meros 5 minutos de montagens de imagens e música, os dias foram realmente passando, as cenas levaram o seu tempo a desenvolver e a chegar ao ponto em que Belle e Adam finalmente partilham uma dança no salão ao som de Beauty and the Beast, cantado por Mrs. Potts. No final, como era de prever, ela e o príncipe ficam juntos, mas o clímax da história revelou-se ligeiramente diferente do original, dando alguma profundidade e realismo a este conto de fadas. Como se costuma dizer: quem conta um conto acrescenta um ponto. E neste caso, na minha opinião, foi bem acrescentado.


Gostei tanto do filme, que saí do cinema com vontade de o rever e foi o que fiz. Na semana seguinte, voltei a ver o filme e mais uma vez saí da sala com vontade de rever. Sendo um dos meus filmes da Disney favoritos e tendo-lhe sido feito justiça, terei sempre vontade de o rever.

Classificação: 9.0/10

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