LOGAN
16:30
Logan representa o canto do cisne de Hugh Jackman no papel icónico que marcou a nossa geração de super-heróis do cinema. De facto, e após ver o final sem qualquer pós-créditos, ficamos com a sensação agridoce que uma era dos X-Men chegou ao fim. Na minha opinião, da melhor forma.
Neste filme, de classificação M16 (há muito merecida uma história assim), somos transportados para um futuro onde os mutantes passaram a ser cada vez menos e ha mais de 25 anos que não é registado um nascimento de mutantes. Logan, velho e cansado, passa os seus dias a trabalhar como motorista para gente rica e as suas noites a cuidar de um Professor X demente e demasiado perigoso para o seu próprio bem. Tudo parece desespero e sofrimento. Mas Logan tem uma última missão de suprema importância: salvar as gerações futuras de mutantes de serem usados como armas, já com uma história de origem em tudo semelhante à dele, mas não menos dolorosa e triste.
Na verdade, todo o filme é uma espiral de emoções; desde a excitação causada pelas espantosas cenas de acção e luta que são em tudo fiéis à banda-desenhada, até aos momentos mais ternos e sentimentais que Logan partilha com Xavier, que foi como um pai para ele, e com Laura, que consegue chegar ao coração empedernido de Wolverine. Dafne Keen consegue mostrar uma variedade de expressões e sentimentos impressionantes, sendo a personagem com menos falas ao longo de todo o filme. Estou em crer que terá um grande futuro como actriz.
Um filme James Mangold (Wolverine, Vida Interrompida), com Hugh Jackman, Patrick Stewart e Dafne Keen (a próxima Wolverine, tenho esperança) nos papéis principais, ainda no cinema para ver e rever.
Classificação: 8.5/10









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