RED FROG

16:30

Depois da montanha russa gastronómica que foi o jantar no MEZ CAIS, partimos em direcção ao pub The George, mas quando lá chegámos, para grande azar nosso (mais dos amigos que nos acompanhavam a mim e ao meu namorado, porque são do Sporting), estava a jogar o Benfica, a sala estava cheia e o tempo de espera era provavelmente ate acabar a segunda parte do jogo e dos prolongamentos. Ao menos ganhou e não foi assim tão grave.
Por isso, dali só tínhamos uma alternativa: escolher um novo poiso para beber álcool quais beija-flor em busca de néctar (e um sítio fixe e sossegado para socializar à vontade). Lembrámo-nos então do RED FROG, a primeira opção inicialmente para beber um copo, mas posteriormente preterida em favor do pub divertido e barato que tentámos frequentar.

 © Zomato 

 © Zomato

Quando demos com a porta, que não é das mais chamativas ao longo da Avenida da Liberdade (a sério, é apenas uma porta com um sapo vermelho à porta, literalmente!), precisámos de tocar à porta duas vezes (como o carteiro) e quase parecia, como dizia a descrição do espaço no zomato, que estávamos a entrar num bar típico americano da época da lei seca. Ambiente extremamente escuro, tudo a meia luz; cadeirões e mesas baixas por todo o lado; decoração a gosto e nada excessiva. Pensei que tinha acabado de entrar para um cenário de 007. Infelizmente era proibido (ou extremamente desaconselhado, visto que não vi fazerem nada quanto a isso) tirar fotografias com flash, o que levou a alguns momentos de cegueira temporária e alguma irritação por estarem a infringir as regras e o ambiente do local (mas também por terem conseguido escapar com isso, quando nem uma das minhas fotografias se aproveitou, bah).

 © Raquel Aguiar

Assim que nos sentámos, prontamente nos serviram uma tacinha com frutos secos salgados e copos de água com pepino. Imaginem a minha cara: por um lado pepino faz-me mal e por outro os snacks eram constituídos maioritariamente por milho frito. Por isso, mais uma vez, quando bebi o cocktail, estava de estômago vazio. Caiu-me que nem ginjas.
Depois de uns bons dez minutos a olhar para o menu de cocktails, acabei por decidir escolher com base no nome da bebida, porque se lesse todos os ingredientes e características palatais de cada uma (que devo dizer é um grande ponto a favor do bar, de contrário ficaria completamente receosa de experimentar alguma coisa), acho que demoraria metade da noite a escolher. Red Potion, de seu nome, era impossível prever que viria um copo tanta personalidade e que levava quase tanta bebida como um alguidar (porque para mim, beber o cocktail que nunca mais acabava por uma palhinha, deixou-me mesmo k.o). A minha imaginação a fervilhar, levou-me a conjurar cenários e histórias passadas em Nova Orleães com bruxas e poções e aquela era uma que me iria ou deixar rica e famosa ou velha e verruguenta. Mas de facto, era deliciosa e fresca e o toque tropical foi o que sem dúvida me seduziu mais. Maldita maravilhosa poção mágica, que me deixou cambaleante a subir as escadas de volta ao fresco da rua.
Um espaço giro e in para ir com amigos com quem se tem alguma intimidade e sugiro que experimentem uma bebida diferente cada um, para andarem a fazer as misturadas que fiz e sair de lá bem mais alegre do que entraram.

Classificação: 4.5/5

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